sábado, 10 de abril de 2010

Big Bertha

Dicke_Bertha.Big_Berthabertha2

Obuseiro super pesado desenvolvido pela fabricante de armamentos Krupp na Alemanha às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Sua designação oficial era: L/12 42 cm M-Gerät 14 Kurze Marine-Kanone, o uso da nomenclatura “Marine-Kanone (Canhão naval)” destinava-se a confundir os inimigos da finalidade real da arma. Batizado como Big Bertha, em alemão Dicke Bertha, por seu designer, Fritz Rausenberger, em homenagem a Bertha Krupp herdeira e proprietária do império industrial Krupp. Posteriormente a alcunha de Big Bertha veio a ser aplicada pelos Aliados a qualquer arma Alemã muito grande, como a Max Langer e a Paris Gun o que não é a designação correta destas armas. Estritamente falando, contudo, Dicke Bertha, ou Big Bertha, só é aplicável ao obuseiro M-Gerät. Apenas duas armas estavam disponíveis no início da I Guerra Mundial e foram usadas para destruir as fortalezas belgas em Liège, Namur e Antuérpia e o forte francês em Maubeuge, bem como outros fortes no norte da França. Bertha se revelou muito eficaz contra as construções mais antigas, como as fortalezas belgas projetadas em 1880 por Brialmont, destruindo várias em poucos dias. O sucesso mais espetacular foi contra a fortaleza belga Fort Loncin que explodiu depois de receber um impacto direto em seu depósito de munições. O Big Bertha ganhou uma forte reputação de ambos os lados das linhas, devido aos seus primeiros sucessos impressionantes no esmagamento das fortalezas de Liege. Porém, quando usado mais tarde, durante o assalto alemão de Verdun em fevereiro de 1916, revelou-se ineficaz, pois a construção deste forte era composta de concreto reforçado com de aço, possibilitando resistir aos seus disparos. É provável que um total de 12, algumas fontes afirmam 18, obuseiros foram construídos durante a guerra e muitos foram destruídos nos campos e batalha devido à explosão de suas munições com defeito dentro dos canos.

A peça era transportada em cinco sessões, rebocadas por tratores Daimler Benz. O vagão nº 1 era o “Carro dos Acessórios”, que transportava o guincho usado para montagem, cordas, blocos, âncoras de terra além de outros pequenos componentes pequenos do reparo, como engrenagens, bandejas, etc. O vagão nº 2 era o da plataforma, que levava uma armação de aço em forma “U”; o vagão nº 3 transportava o berço do obuseiro e a pá da conteria especial do recuo; o nº 4 levava o reparo, e suas rodas traseiras eram as rodas normais do reparo, presas à conteira, com um par de rodas dianteiras fixadas para reboque e removidas quando a peça era embasada. O último vagão, de nº 5, carregava o tubo e o mecanismo da culatra. A guarnição para toda esta estrutura era composta por 200 artilheiros e 80 motoristas e mecânicos. Escolhida a posição para a montagem da arma o vagão nº 1 era descarregado rapidamente e o guincho de quatro pernas era erguido no chão da futura plataforma; em seguida, tendo se aproximado o vagão de nº 2, era guinchada a plataforma do canhão descendo-a ao solo, nivelando-a e orientado-a na linha de tiro. A seguir guinchava-se do vagão nº 3 a pá de recuo, que era colocado de um lado, e guinchava-se o berço, que ficava suspenso. Trazia-se o vagão nº 4, colocando-o sob o berço suspenso, a unidade da conteira e as rodas eram centradas na plataforma e fixadas, removiam-se as rodas de transporte e a seguir punha-se o berço no lugar, nos munhões do reparo. Para completar a montagem, o guincho fazia o tubo deslizar do transportador para o berço do reparo, onde era parafusado ao sistema de recuo. Então, por último, suspendia-se a pá, colocando-a na posição, e encaixava-se o aparelho de movimento horizontal, elevação e carregamento. A granada disparada pesava 820 kg e era propulsada por uma carga de 50 kg. Seu alcance máximo era de 9.370 m, porém sua maior precisão nos disparos era em distâncias menores de 8.680 m.

CARACTERÍSTICAS:
Calibre: 420 mm
Peso: 43.285  kg
Comprimento: 5,88 m
Elevação : +40º à 75º 
Transversal: 4º
Velocidade Projétil: 425 m/s

Nenhum comentário:

Postar um comentário